Tratamento ortodôntico da má oclusão esquelética de Classe II em paciente com microcefalia secundária

Por Administrador

Edição V19N03 | Ano 2020 | Editorial Caso Clínico | Páginas 104 até 118

Fábio Lourenço ROMANO, Mírian Aiko Nakane MATSUMOTO, Murilo Fernando Neuppmann FERES, Maria Cristina BORSATTO, José Tarcísio Lima FERREIRA

INTRODUÇÃO: O tratamento ortodôntico da má oclusão de Classe II é reconhecido e amplamente discutido na literatura. Condições que o tornam mais ou menos complexo dependem das particularidades de cada paciente. Em pacientes com necessidades especiais, a complexidade de qualquer tratamento ortodôntico é maior. Sendo assim, torna-se necessário um adequado plano de tratamento de acordo com as limitações apresentadas pelo paciente. DESCRIÇÃO: O objetivo do presente estudo é relatar um caso clínico de uma má oclusão esquelética de Classe II em paciente com necessidades especiais, por apresentar microcefalia secundária, epilepsia focal sintomática, com problemas de saúde mental, dificuldades de fala e limitação de alguns movimentos. O tratamento ortodôntico foi realizado em duas etapas, ambas associadas à intervenção multidisciplinar: 1) tratamento interceptivo – dentição mista, com aparelhos removíveis e aparelho extrabucal; e 2) tratamento corretivo – dentição permanente, com aparelho fixo. RESULTADOS: As terapias realizadas foram adequadas às limitações apresentadas pelo caso. Os resultados demonstraram diminuição na convexidade do perfil tegumentar, oclusão adequada e funcional, e melhora da estética facial, propiciando melhor qualidade de vida. CONCLUSÃO: Para atingir os objetivos nesses pacientes é necessário maior precisão nos procedimentos, procurando reduzir o tempo total do tratamento proposto.

Má oclusão. Aparelhos de tração extrabucal. Anormalidades craniofaciais. Qualidade de vida.

Romano FL, Matsumoto MAN, Feres MFN, Borsatto MC, Ferreira JTL. Tratamento ortodôntico da má oclusão esquelética de Classe II em paciente com microcefalia secundária. Rev Clín Ortod Dental Press. 2020 Jun-Jul;19(3):104-18.