Protocolo Manhães no tratamento precoce da Classe III esquelética

Por Administrador

Edição V17N03 | Ano 2018 | Editorial Artigo Original | Páginas 36 até 53

Fernando R, Manhães, Heloísa C, Valdrighi, Carolina C, de Menezes, Silvia A, S, Vedovello

O objetivo deste artigo é descrever as etapas do protocolo Manhães para o tratamento precoce da má oclusão de Classe III. O protocolo Manhães é indicado para pacientes com Classe III esquelética por deficiência maxilar na fase de dentadura mista tardia ou permanente jovem. É obrigatório que os caninos inferiores permanentes estejam irrompidos e é recomendável que o paciente se encontre antes do pico de crescimento puberal. Nesse protocolo, dois mini- -implantes são instalados no palato anterior, parassutural, após a terceira ruga palatina, para adaptação do disjuntor palatino dentoesquelético (Hyrax híbrido). Adicionalmente, dois mini-implantes são instalados entre incisivos laterais e caninos permanentes inferiores, onde será adaptada a Barra Manhães. Depois de instalados os dispositivos, o paciente inicia a utilização dos elásticos intrabucais de Classe III, com 100 g de força no primeiro mês e 200 g a partir do segundo, sendo trocados a cada 12 horas. É iniciada a ativação do Hyrax híbrido com 2/4 de volta do parafuso pela manhã e 2/4 à noite, até a abertura da sutura, momento em que é recomendado o uso noturno da máscara facial do tipo Petit associada a elástico extrabucal (1⁄2” pesado) com 400 a 500 g de força. Conclui-se que o protocolo Manhães lança mão da ancoragem esquelética para o tratamento precoce da Classe III com etapas passíveis de serem realizadas clinicamente pelo ortodontista.

Como citar: Manhães FR, Valdrighi HC, Menezes CC, Vedovello SAS. Protocolo Manhães no tratamento precoce da Classe III esquelética. Rev Clín Ortod Dental Press. 2018 Jun-Jul;17(3):36-53. DOI: https://doi.org/10.14436/1676-6849.17.3.036-053.art