Reabsorção dos incisivos superiores frente à necessidade de tracionamento de caninos impactados

Por Administrador

Edição V15N02 | Ano 2016 | Editorial Caso Clínico | Páginas 34 até 43

Dino Lopes de Almeida, Andréia Regina Boff Lemos, Juliana Volpato Curi Puccini, Karina Maria Salvatore de Freitas, Fabrício Pinelli Valarelli e Rodrigo Hermont Cançado

Introdução: desde a formação dos germes dos caninos superiores até a sua erupção na cavidade bucal, esses dentes podem apresentar alguns distúrbios que impossibilitam um curso eruptivo normal, ocasionando sua impacção. Entre os fatores que mais influenciam essa condição, destacam-se: a permanência do canino predecessor e a falta de espaço na arcada dentária. Objetivo: esse trabalho tem o objetivo de apresentar o caso clínico de um paciente de 18 anos de idade, com o canino superior direito impactado e presença prolongada do dente dedecíduo predecessor (dente #53). Relato do caso: os exames radiográficos iniciais sugeriram que o canino estava em uma posição de íntimo contato com os incisivos lateral e central. A mecânica escolhida para o tracionamento, com fios flexíveis aliados a fios rígidos, teve o objetivo de reduzir as sequelas do tracionamento. Após o tratamento, observou-se que houve reabsorção dos incisivos centrais e laterais, pois, mesmo utilizando-se uma mecânica com forças suaves, a posição de contato íntimo da coroa do canino com as raízes dos incisivos foi decisiva para a ocorrência de reabsorção. Após o tratamento, o paciente foi submetido a controles periódicos, observando-se, clínica e radiograficamente, as raízes desses dentes. Conclusão: apesar desses efeitos colaterais, o plano de tratamento para o tracionamento foi adequado, sobretudo porque o resultado final possibilitou ao paciente uma oclusão estável e satisfatória, eliminando a necessidade de extrações e implantes para a reabilitação da oclusão.

Almeida DL, Lemos ARB, Paccini JVC, Freitas KMS, Valarelli FP, Cançado RH. Reabsorção dos incisivos superiores frente à necessidade de tracionamento de caninos impactados. Rev Clín Ortod Dental Press. 2016 Abr-Maio;15(2):34-43. DOI: http://dx.doi.org/10.14436/1676-6849.15.2.034-043.cre