Tratamento precoce de má oclusão de Classe III associando ERM e protração maxilar: relato de caso

Por Administrador

Edição V15N01 | Ano 2016 | Editorial Caso Clínico | Páginas 55 até 67

Rogério Almeida Penhavel, Sabrina Almeida do Nascimento Saravia, Adriano Garcia Bandeca, Karina Maria Salvatore de Freitas, Fabrício Pinelli Valarelli e Rodrigo Hermont Cançado

A má oclusão de Classe III, caracterizada basicamente por uma mesioclusão entre as arcadas dentárias, pode ser diagnosticada ainda precocemente, nas fases de dentadura decídua e mista, por conferir ao paciente um perfil reto a côncavo. Pode envolver retrusão maxilar, prognatismo mandibular ou a associação de ambos, o que definirá o plano de tratamento a ser instituído. Como a Classe III pode piorar com o crescimento facial, a instituição de um tratamento precoce pode ser de fundamental importância, por aproveitar-se da maleabilidade óssea própria dessa fase, conferindo resultados mais satisfatórios para as correções das discrepâncias dentárias e esqueléticas. O presente artigo visa relatar o caso clínico de uma paciente com 6 anos e 11 meses de idade, no primeiro período transitório da dentadura mista, com padrão de crescimento facial com tendência à Classe III. O tratamento incluiu Expansão Rápida da Maxila (ERM) com aparelho de Haas e protração maxilar com a máscara facial de Petit. Ao fim do tratamento, pôde-se observar melhora considerável no padrão facial e na oclusão da paciente. A estabilidade pós-tratamento foi notada no acompanhamento do caso após 1 ano e 8 meses da remoção dos aparelhos utilizados para o tratamento ortopédico.

Penhavel RA, Saravia SAN, Bandeca AG, Freitas KMS, Valarelli FP, Cançado RH. Tratamento precoce de má oclusão de Classe III associando ERM e protração maxilar: relato de caso. Rev Clín Ortod Dental Press. 2016 Fev-Mar;15(1):55-67.