Braquetes autoligáveis: moda passageira ou novo paradigma? Parte 1

Por Administrador

Edição V13N06 | Ano 2014 | Editorial Editorial | Páginas 5 até 5

Weber Ursi

Foi com grande alegria e entusiasmo que recebi o convite do editor-chefe dessa revista, Dr. Carlo Marassi, e de seu publisher, Dr. Laurindo Furquim, para coordenar uma edição temática sobre os braquetes autoligáveis. Com essa grande responsabilidade, foi-me dada liberdade para convidar eminentes clínicos e professores, que utilizam diversos modelos de braquetes autoligá- veis e representam diferentes pontos de vista. Para minha felicidade, todos os convidados aquiesceram ao convite e submeteram excelentes artigos, fartamente ilustrados e embasados em sua experiência clí- nica e cientíica. Como a quantidade de manuscritos suplantou o número de páginas de uma edição, decidiu-se por dividi-los em duas. Essa será, portanto, a Parte 1, com metade dos artigos a serem publicados; na Parte 2, o restante. Procurou-se distribuir os artigos conforme o conteúdo e a complementaridade entre eles. Deu-se, também, aos autores, a mais ampla liberdade quanto à forma de abordar o tema e sobre o conteúdo apresentado, não tendo sido feita nenhuma edição que os comprometesse — apenas se padronizando a terminologia e a formatação do texto. A escolha desse tema se justiica em função de sua atualidade e das inúmeras controvérsias e opiniões que encontramos na literatura. Nossa especialidade, assim como muitas outras disciplinas, se caracteriza pela natureza pendular — e, segundo Graber, quase como acontece com a moda, no caso das roupas, se movimentando entre os extremos. Ora extraímos pré-molares aos borbotões, ora se tornam sagrados, como O Anel dos Nibelungos, e com propriedades esotéricas ligadas a outros órgãos do corpo, como os rins ou o fígado, ou mesmo à parte emocional. Cabe ao clínico avaliar criticamente as informações disponí- veis e tirar suas próprias conclusões. O resultado, como poderão apreciar nesse e no pró- ximo número da revista, representa a opinião de vá- rios experts no assunto, e caberá ao leitor interpretar e refletir sobre o material exposto. Esses artigos não representam um ‘white paper’ sobre o assunto, mas uma vitrine, que expõe várias maneiras de pensar e de fazer. Na pior hipótese, é um ‘brainstorming’ bastante construtivo. Leia com uma mente aberta e curiosa, e tire suas próprias conclusões. A Ortodontia está avançada o suiciente para dispensar gurus que venham, com suas verdades estabelecidas, interpretar os mistérios insondáveis do sistema estomatognático, propondo simpliicações e “ilosoias” mais próximas de receitas de bolo do que de uma discussão acadêmica. Enim, boa leitura e ‘Keep calm and keep learning’.

Ursi W. Braquetes autoligáveis: moda passageira ou novo paradigma? Parte 1. Rev Clín Ortod Dental Press. 2014 dez-2015 jan;13(6):5.