Quais são as expectativas estéticas e funcionais negativas dos pacientes em relação ao tratamento ortodôntico?

Por Administrador

Edição V13N04 | Ano 2014 | Editorial Pergunte a um Expert | Páginas 10 até 18

Jonas Capelli Júnior, Andressa Otranto de Britto Teixeira, Raquel Bueno Medeiros

Como ortodontistas, devemos estar sempre atentos às expectativas de nossos pacientes em relação ao tratamento. Estamos acostumados a pensar e a trabalhar em cima das expectativas positivas em relação
ao tratamento que oferecemos, como melhora da função mastigatória, da saúde bucal, da estética do sorriso e da estética facial. Mas os pacientes também possuem algumas expectativas negativas em relação ao tratamento ortodôntico, expectativas que, muitas vezes, os afastam dos consultórios, adiando o tratamento ou até mesmo desencorajando-os a realizar tal tipo de tratamento. Tal expectativa não é infundada, haja vista que alguns trabalhos1,2,3 comprovam uma real diminuição na qualidade de vida dos pacientes quando iniciam o tratamento ortodôntico, porém, com tendência de que essa diminuição inicial seja recuperada em curto e médio prazo2 , e que esses mesmos pacientes mostrem um aumento da qualidade de vida no final dos tratamentos1 . Os principais fatores que impactam esses pacientes e, consequentemente, suas escolhas, por iniciarem ou não um tratamento ortodôntico, dizem respeito à expectativa de dor relacionada ao tratamento, à questão da estética dos aparelhos ortodônticos a serem utilizados durante o tratamento e ao tempo de tratamento, muitas vezes, segundo o julgamento do paciente, muito longo para se obter os resultados desejados. Esses problemas tornam-se mais evidentes quando os pacientes em questão são pacientes adultos. Essas questões devem, portanto, ser discutidas, de forma que possamos oferecer alternativas a esses pacientes para suprimir essas expectativas negativas em relação ao tratamento.

Capelli Júnior J, Teixeira AOB, Medeiros RB. Quais são as expectativas estéticas e funcionais negativas dos pacientes em relação ao tratamento ortodôntico? Rev Clín Ortod Dental Press. 2014 ago-set;13(4):10-8.