Reabsorções condilares em pacientes cirúrgicos: alternativas terapêuticas conservadoras e minimamente invasivas

Por Administrador

Edição V13N01 | Ano 2014 | Editorial Caso Clínico | Páginas 7 até 16

Fernanda Jonas Fontes Finocchio, Claudio Leonardo Milione Dutra, Ricardo de Souza Tesch

O processo degenerativo articular é caracterizado pela presença de crepitação, que pode estar acompanhada ou não de artralgia, com dor espontânea ou provocada pela palpação e/ou função. Esse diagnóstico é confirmado por meio de imagens tomográficas. A prevalência de lesões degenerativas da ATM é extremamente alta em pacientes candidatos a procedimentos de Cirurgia Ortognática, e esse pode aumentar o risco de agravamento dos quadros preexistentes, inclusive com a possibilidade de grandes recidivas pós-cirúrgicas da deformidade dentofacial. Estratégias terapêuticas envolvem protocolos capazes de produzir efeitos sobre a dor e a incapacidade funcional, mas também na interrupção da progressão e no reparo dos defeitos da cartilagem articular. A abordagem terapêutica inicial utiliza de terapias não cirúrgicas ou minimamente invasivas, baseadas na supressão da carga articular parafuncional por meio da utilização de placas estabilizadoras e na administração de suplementos ou infiltração de materiais biológicos, como as glicosaminas e ácido hialurônico. Procedimentos cirúrgicos mais invasivos, como as cirurgias abertas da ATM, são reservados para casos isolados refratários à terapia conservadora. Entre os procedimentos da medicina regenerativa, o transplante autólogo de condrócitos parece ser o mais promissor como alternativa terapêutica eficaz e segura para casos de reabsorções condilares.