Ainal, o que podemos esperar do sistema Invisalign?

Por Administrador

Edição V12N06 | Ano 2013 | Editorial Pergunte a um Expert | Páginas 6 até 14

Eduardo Kant Colunga Rothier

Em meados de 2003, ainda na especialização, fui apresentado a um novo sistema de alinhadores termoplásticos, denominado Invisalign. Na época, era uma novidade que prometia poucos resultados, basicamente o tratamento de pequenas recidivas, apinhamentos e diastemas muito sutis. Confesso que, na ocasião, os alinhadores não chamaram muito a minha atenção, mas também fui apresentado a um setup virtual denominado ClinCheck. Isso sim despertou meu interesse, como uma ferramenta muito interessante. Na época eu fazia setup de todos os casos, o que segui fazendo durante os anos que viriam mesmo após o término do curso de especialização na Universidade Federal Fluminense. Entendo essas simulações de modelo como um complemento para o bom planejamento do caso. Elas permitem ao profissional testar seus planos de tratamento e auxiliam na compreensão dos pacientes acerca da terapia proposta. Havia muita resistência ao Invisalign em 2003, um ceticismo saudável, mas sabia que esse era o caminho a ser seguido, e no ano seguinte fiz meu credenciamento nesse sistema. Depois de 12 anos da chegada desse sistema ao Brasil, muita coisa mudou; hoje existe um número grande de publicações, clubes de estudos promovidos pela Align Technology do Brasil e até mesmo grupos de estudo privados, como o Premier Smile. Entretanto, sendo algo ainda recente na Ortodontia, muitas dúvidas existem sobre qual a real possibilidade de inserção desse sistema como opção de tratamento de nossos pacientes. […]