Ancoragem esquelética em Ortodontia – Parte II: implantes antes, durante ou depois do tratamento ortodôntico?

Por Administrador

Edição V12N05 | Ano 2013 | Editorial Pergunte a um Expert | Páginas 6 até 23

Maurício Tatsuei Sakima

A utilização de implantes osseointegráveis como ancoragem para movimentação ortodôntica vem sendo empregada há muito tempo. Desde 1983, estudos em animais vem demonstrando que a utilização dos implantes como ancoragem não somente é viável, como também ajuda a aumentar a densidade óssea ao redor dos implantes. Nesses estudos, forças de até 5N (aproximadamente 500g) foram testadas sem gerar danos à estabilidade dos implantes, nem perdas ósseas na crista alveolar1,7,11,12,13,16,17,18,22,32. Em 1996, surgiu o Orthosystem, que consistia de um implante de 4 a 6mm de comprimento intraósseo e de 3,3mm de diâmetro, que era colocado no meio do palato e que servia de ancoragem direta e indireta para diversas movimentações ortodônticas. Com a popularização dos mini-implantes, esse sistema caiu em desuso, principalmente devido ao custo e ao fato da remoção ser mais difícil (era necessária a utilização de trefina), fazendo com que deixar o implante sepultado no palato, ao invés de removê-lo, se tornasse a melhor opção. Outra abordagem pouco utilizada atualmente são os implantes na região retromolar com o objetivo de distalizar molares inferiores. Esses também necessitavam ser removidos após seu uso5,23,30.