Prevalência e correlação entre padrão facial, mordida aberta anterior e mordida cruzada posterior

Por Administrador

Edição V12N03 | Ano 2013 | Editorial Artigo Inédito | Páginas 88 até 94

Edmundo Souza Junior, Karina Maria Salvatore de Freitas, Fabricio Pinelli Valarelli, Rodrigo Hermont Cançado, Renata Cristina Gobbi de Oliveira

Objetivo: o presente estudo objetivou analisar, por meio de uma amostra de escolares, a correlação entre o padrão facial, a mordida aberta anterior e a mordida cruzada posterior. Métodos: a amostra utilizada no estudo foi composta por 1.006 crianças brasileiras, entre 9 e 13 anos de idade. A média de idade foi de 10,85 ± 1,04 anos. As crianças selecionadas encontravam-se em fase de dentição mista tardia ou permanente jovem, tendo como critério para exclusão a presença de mordida topo a topo, dentes supranumerários, ou qualquer tratamento ortodôntico prévio. O material do estudo consistiu de fotografias extrabucais e de avaliação clínica da presença de mordida aberta anterior e mordida cruzada posterior. As prevalências foram determinadas em porcentagens; o dimorfismo sexual e a relação entre mordida aberta, mordida cruzada e os padrões faciais, foram avaliados pelo teste qui-quadrado. Resultados: a prevalência de mordida aberta anterior foi de 20,97%, a de mordida cruzada posterior foi de 25,05%. Os padrões faciais foram: 25,15% de dolicofaciais, 63,72% de mesofaciais e 11,13% de braquifaciais. Não houve dimorfismo entre os sexos para as prevalências dessas más oclusões. Conclusão: o padrão dolicofacial está relacionado a uma maior prevalência de mordida aberta anterior e de mordida cruzada posterior.