Taxa de sobrevivência clínica de dispositivos temporários de ancoragem (DTAs)

Por Administrador

Edição V12N03 | Ano 2013 | Editorial Artigo Inédito | Páginas 114 até 120

João de Oliveira Junior, Wagner José Silva Ursi, Rodrigo Castellazzi Sella

Introdução: uma das maiores preocupações em relação aos tratamentos ortodônticos refere- se ao tipo de ancoragem a ser utilizada. Na busca por um dispositivo temporário de ancoragem que seja eficiente e versátil para o tratamento ortodôntico, descobriu-se que os parafusos para fixação cirúrgica — embora pequenos — possuíam boa resistência para suportar a maioria das forças ortodônticas. Assim, os dispositivos de ancoragem temporária (DTAs) ganharam espaço e credibilidade no campo ortodôntico graças às inúmeras vantagens apresentadas. Objetivo: verificar a taxa de sobrevivência dos DTAs. Métodos: foram analisados 26 pacientes, com idade entre 8 e 42 anos, submetidos a tratamento ortodôntico, nos quais foram implantados 39 dispositivos com diferentes finalidades. Resultados: dos dispositivos inseridos, 32 obtiveram sucesso e 7 fracassaram, resultando em 82% de eficácia. Nossos resultados estão de acordo com a literatura consultada, mostrando sobrevivência satisfatória desses dispositivos, independentemente do profissional que o instalou, da técnica cirúrgica usada e do propósito para o qual foi instalado. Conclusão: eventuais perdas ou insucessos podem estar relacionados a inúmeros fatores, como os procedimentos cirúrgicos de implantação, os cuidados tomados pelo cirurgião-dentista na colocação correta e na aplicação de força ortodôntica, a escolha correta do dispositivo a ser utilizado e o local adequado de inserção; devendo-se considerar que para o bom resultado do tratamento, é necessária a boa higienização bucal e o acompanhamento profissional.