Tratamento da má oclusão de Classe II subdivisão com distalização assimétrica de molares superiores

Por Administrador

Edição V12N02 | Ano 2013 | Editorial Caso Clínico | Páginas 50 até 62

Fábio Lourenço Romano, Mariana Umekita Shirozaki, Larissa Kumagai Malavasi, José Tarcísio Lima Ferreira, Marcelo Antônio Mestriner

A má oclusão de Classe II é caracterizada pela posição distal da arcada inferior em relação à superior, com o centro da cúspide mesiovestibular do primeiro molar permanente superior ocluindo mesialmente ao sulco vestibular do primeiro molar permanente inferior. Sua origem pode ser esquelética, dentária ou uma combinação dos dois fatores. Essa má oclusão é dividida em divisão 1 e 2 e pode apresentar subdivisão. A Classe II subdivisão é encontrada em, aproximadamente, 50% dos casos de Classe II de Angle, e é caracterizada pela distoclusão de somente um lado da arcada dentária, com o outro lado em relação de Classe I de molar. O diagnóstico dessa má oclusão deve ser criterioso para a elaboração de plano de tratamento adequado. Diante de uma má oclusão de Classe II subdivisão, deve-se verificar se a assimetria é dentária ou esquelética, e, quando dentária, se está localizada na arcada inferior ou superior. O tratamento das más oclusões de Classe II subdivisão é abrangente e pode envolver extrações, distalizações ou stripping — dependendo da idade do paciente, do tipo e das características da má oclusão. Um dos fatores mais importantes no tratamento da Classe II subdivisão, além de finalizar com os caninos em chave de oclusão, é coincidir as linhas médias dentárias entre si, e elas com a linha média facial. O objetivo desse trabalho foi abordar as principais características da má oclusão de Classe II subdivisão com ênfase no diagnóstico e tratamento, e ilustrá-lo com o relato de dois casos clínicos.