Toxina botulínica: um novo caminho na prática odontológica

Por Administrador

Edição V11N06 | Ano 2012 | Editorial Caso Clínico | Páginas 96 até 105

Marcelo Okajima Lemes de Oliveira, Carlos Alberto Hideki Maruyama, Anderson Teruo Okimoto

Embora o mecanismo de ação da neurotoxina botulínica, produzida pela bactéria gram-positiva anaeróbia Clostridium botulinum, seja conhecido pela comunidade científica a mais de um século, as pesquisas sobre o uso da neurotoxina botulínica como agente terapêutico só tiveram início no final da década de 70, tendo sido liberado seu uso pelo FDA (Food and Drug Administration), nos EUA, somente em 1989 para o tratamento de estrabismo, blefaroespasmo e espasmo hemifacial1. Pela ANVISA, no Brasil, foi liberado em 2000 para tratamento cosmético2, sendo que em 2009 a ANVISA liberou o uso da neurotoxina botulínica do tipo A para tratamento terapêutico das distonias focais e espasticidade3. Portanto, sendo o cirurgião dentista detentor do conhecimento acerca da morfologia das estruturas da cabeça e pescoço, e estando apto a tratar as patologias que acometem a cavidade bucal e estruturas adjacentes, inclusive as desordens musculoesqueléticas que acometem essa região, é objetivo desse trabalho relatar os principais usos da neurotoxina botulínica do tipo A na prática odontológica, com a apresentação de três casos clínicos que comprovam que seu uso, seguindo criteriosa avaliação clínica, aliada ao domínio da ação farmacológica e total conhecimento das estruturas neuroanatômicas envolvidas, resultam em uma melhora significativa na condição de vida dos pacientes.