Resistência adesiva ao cisalhamento de braquetes cerâmicos monocristalinos: estudo in vitro

Por Administrador

Edição V11N06 | Ano 2012 | Editorial Caso Clínico | Páginas 74 até 80

Luis Filipe Siu Lon, Elisa Souza Camargo, Odilon Guariza Filho, Orlando Tanaka

Objetivo: o objetivo desse trabalho foi avaliar in vitro a resistência adesiva (RA) ao cisalhamento e o modo da falha adesiva pelo índice de adesivo remanescente (IAR) de braquetes cerâmicos monocristalinos Radiance e Inspire Ice, comparando-os com braquetes metálicos Miniature Twin e braquetes cerâmicos policristalinos Clarity. Métodos: foram utilizados 80 incisivos inferiores permanentes bovinos, distribuídos em 4 grupos de 20 dentes cada: G1 – braquetes metálicos Miniature Twin (3M Unitek), G2 – braquetes cerâmicos policristalinos Clarity (3M Unitek), G3 – brackets cerâmicos monocristalinos Radiance (American Orthodontics) e G4 – braquetes cerâmicos monocristalinos Inspire Ice (ORMCO). Os braquetes foram colados com Transbond XT (3M Unitek). Após 24h, avaliou-se a RA, em máquina universal de ensaios, e o IAR. Resultados: a RA média em MPa foi: G1 =  13,23; G2 = 21,00; G3 = 12,08 e G4 = 16,09. A análise de variância e o teste de Games-Howell indicaram que não houve diferença significativa (p>0,05) entre o G1 e G3 e entre o G1 e G4. O G2 diferiu estatisticamente (p<0,05) de todos os grupos, enquanto o G3 foi significativamente menor (p<0,05) que o G4. Na maior parte dos corpos de prova do G1, a falha adesiva ocorreu na interface adesivo-esmalte, resultando em IAR variando entre 0 e 1, enquanto no G2, G3 e G4 o IAR variou entre 2 e 3, evidenciando falha na interface braquete-adesivo. Conclusões: os braquetes cerâmicos monocristalinos apresentaram RA semelhante aos braquetes metálicos e demonstraram padrão de falha na interface braquete-adesivo, sugerindo a tendência do adesivo permanecer aderido ao dente.