Tratamento da Classe II subdivisão em paciente sem crescimento: relato de dois casos — parte II

Por Administrador

Edição V11N06 | Ano 2012 | Editorial Caso Clínico | Páginas 62 até 73

Henrique Oliveira Feitosa, Gustavo Tirado Rodrigues

A Classe II subdivisão de Angle é um tipo de má oclusão frequente na prática clínica. Para que sejam atendidos os anseios estéticos e funcionais, a obtenção das relações em “Classe I”, bilateralmente, entre os caninos e a coincidência da linha média com o plano sagital mediano, devem ser objetivos primordiais durante o planejamento. Nesses casos, pode-se aceitar a manutenção da relação de Classe II em molares de um dos lados. A Classe II subdivisão pode ser corrigida de diferentes formas e a sua resolução pode envolver, se de natureza esquelética, tratamento ortocirúrgico ou abordagem do crescimento; se dentária, exodontias de um, três ou quatro pré-molares. Sendo assim, serão relatados, em duas partes, três casos clínicos que apresentavam má oclusão de Classe II subdivisão, dentre outras, e que foram tratados sob três diferentes protocolos. O caso clínico relatado na parte I referiu-se a um paciente em crescimento, com desvio esquelético inferior corrigido por avanço mandibular assimétrico com Bionator de Balters13. Nessa parte II, um dos casos relatados tratou-se de uma paciente que apresentava desvio dentário inferior corrigido em tratamento com três exodontias; e outro em que se apresentava desvio dentário superior corrigido em tratamento envolvendo quatro extrações. Independentemente do protocolo adotado, os objetivos estéticos e funcionais primordiais foram alcançados nos três casos. Para tanto, o ortodontista deve fazer um diagnóstico preciso e dominar a terapêutica, bem como estar ciente dos efeitos mecânicos provenientes de cada protocolo de tratamento disponível na literatura, para que, dessa maneira, ofereça ao paciente o tratamento mais adequado.