Educando o paciente Ortodôntico

Por Administrador

Edição V11N06 | Ano 2012 | Editorial Editorial | Páginas 5 até 5

Weber Ursi

O tratamento ortodôntico demanda do paciente uma alteração substancial de suas rotinas, com a necessidade de implementar hábitos de higiene bucal mais cuidadosos, uso de aparelhos removíveis e, em algumas situações, de aparelhos que impactam negativamente a estética facial — como os aparelhos extrabucais. Como convencer um paciente ortodôntico típico, adolescente, sob a forte influência da opinião dos amigos, em plena época da explosão das mídias sociais, Google e internet em geral, a modificar suas rotinas? Existem duas maneiras de fazer com que outro ser humano faça o que queremos que seja feito. As duas envolvem a palavra “poder”, e têm significados totalmente distintos. A primeira acepção da palavra tem relação com o poder da autoridade, o poder do “Doutor”, dos títulos e do conhecimento acumulado. Muitos ortodontistas usam esse tipo de convencimento que, dependendo da criança e/ou dos pais e da sociedade em que estão inseridos, pode até dar resultados. Uma queixa constante dos adolescentes é a “falta de paciência” de alguns ortodontistas, particularmente dos que já estão com uma alta quilometragem. Existe, obviamente, uma diferença significativa de gerações, conceitos e perspectivas nessa relação algumas vezes conturbada. Ao profissional cabe fazer uma reflexão de como abordar esses pacientes, como falar a língua deles, como criar empatia e ganhar sua confiança; tudo para obter o resultado pretendido. Uma relação baseada em medo não tem como prosperar e se manter. […]