Hábitos parafuncionais na dentição decídua: associação com disfunção dos movimentos mandibulares e desordem craniomandibular

Por Administrador

Edição V11N01 | Ano 2012 | Editorial Artigo | Páginas 50 até 55

Letícia Ladeira Bonato, Josemar Parreira Guimarães, Raphaela de Mello Lopes, Davilson Bragine

O propósito deste estudo foi avaliar a possível correlação entre a presença de hábitos parafuncionais e a amplitude bucal e movimentos mandibulares excursivos, bem como com a presença de desordem craniomandibular (DCM) em crianças com dentição decídua. A amostra foi constituída por 63 crianças na faixa etária de 4 e 5 anos, estudantes de escolas públicas da cidade de Juiz de Fora (MG), divididas em: Grupo A (n=30), caracterizado pela presença de hábitos parafuncionais após os 3 anos de idade; e Grupo B (n=33), considerado controle, em que as crianças não realizavam atividades parafuncionais e/ou pararam antes dos 3 anos de idade. A abertura bucal máxima voluntária e assistida e os movimentos mandibulares excursivos foram mensurados com o auxílio de um paquímetro digital e uma régua milimetrada, respectivamente. O índice anamnético de Fonseca et al. foi utilizado para a avaliação quanto à presença ou não de DCM; houve diferença estatisticamente significativa entre as médias mensuradas nos grupos (p&0,005), de acordo com o teste t de Student. Todos os movimentos mandibulares se mostraram diminuídos no grupo considerado de risco, quando comparado com o grupo controle. Os resultados mostraram uma nítida associação entre a presença de hábitos parafuncionais, movimentos mandibulares excursivos alterados e presença de DCM.