Avaliação das alterações dimensionais das arcadas dentárias inferiores produzidas por braquetes autoligáveis e convencionais

Por Administrador

Edição V10N05 | Ano 2011 | Editorial Artigo | Páginas 92 até 98

Daniela Magalhães de BRITO, Ana Claudia de Castro Ferreira conti, Marcio Rodrigues de almeida, Paula Vanessa Pedron OLTRAMARI-NAVARRO, Ricardo de Lima NAVARRO, Renato Rodrigues de almeida

Objetivo: este estudo clínico prospectivo objetivou comparar as alterações nas dimensões das arcadas dentárias inferiores decorrentes do tratamento ortodôntico, em pacientes com má oclusão de Classes I e II de Angle tratados com braquetes autoligáveis e convencionais. Métodos: a amostra foi composta por 20 pacientes com idades entre 11 e 30 anos — 11 do Grupo 1, que utilizaram braquetes autoligáveis; e 9 do Grupo 2, tratados com braquetes convencionais. Todos apresentavam apinhamento dentário de mínimo a moderado e foram tratados durante seis meses, sem a realização de expansão, desgastes ou extrações dentárias. As distâncias intercaninos, interprimeiros e intersegundos pré-molares, interprimeiros molares e comprimento da arcada foram medidas em modelos de gesso, antes (T1) e após seis meses de tratamento (T2), com o auxílio de um paquímetro digital. Para avaliar as alterações, de T1 para T2, das dimensões nos dois grupos e para a comparação dessas alterações entre os grupos, foi empregado o teste t de Student. Resultados: em ambos os grupos houve aumento estatisticamente significativo das distâncias avaliadas, com exceção da distância interprimeiros molares e comprimento da arcada; porém, essas alterações foram similares entre os grupos. Conclusão: as alterações nas dimensões das arcadas dentárias inferiores em pacientes durante a fase inicial do tratamento ortodôntico foram similares independentemente do tipo de braquete empregado, autoligáveis ou convencionais.