Avaliação periodontal e de adaptabilidade após utilização de dois modelos de contenção ortodôntica fixa

Por Administrador

Edição V10N05 | Ano 2011 | Editorial Artigo | Páginas 82 até 89

Rodolfo Nishi, Caroline Bombardelli, Patrícia O, Nassar, Roberto Bombonatti, Priscilla do Monte Ribeiro Busato, Mauro Carlos Agner Busato

O objetivo desta pesquisa foi comparar dois tipos de contenções ortodônticas fixas correntemente usadas na clínica ortodôntica. As contenções avaliadas foram a contenção convencional (reta) e a contenção modificada (com livre acesso do fio dental). Essas contenções foram comparadas em relação ao acúmulo de placa e à ocorrência de inflamação gengival. Também foram avaliados o conforto e a adaptabilidade do paciente quanto ao uso das mesmas. Para tanto, foram selecionados 19 voluntários que haviam concluído o tratamento ortodôntico e, portanto, apresentavam bom alinhamento dos dentes anteriores inferiores, bem como ausência de doença periodontal. Após as orientações de higiene, as contenções avaliadas nesse estudo foram coladas nos dentes, sendo que uma metade da contenção tinha o desenho convencional e a outra metade, o desenho da contenção higiênica. Nos períodos de três e seis meses de uso dessas contenções, os pacientes preencheram um questionário para avaliar-se a adaptação e o conforto delas, a facilidade de higienização e qual desenho de contenção favoreceu um maior acúmulo de alimentos. Nesses períodos, foram aferidos os parâmetros clínicos periodontais dos sítios próximos às respectivas contenções. Os resultados mostraram que não houve diferença estatisticamente significativa — para o índice de placa e para o sangramento gengival nos períodos de três e seis meses — entre os grupos de contenção convencional e modificada. Os pacientes se adaptaram melhor ao uso da contenção convencional. Quanto à higienização, a contenção modificada foi a escolhida, sendo que grande diferença foi notada durante a higienização com o fio dental.