Expansão rápida da maxila na dentição mista sem incluir os dentes permanentes: indicações e momento oportuno

Por Administrador

Edição V10N05 | Ano 2011 | Editorial Artigo | Páginas 106 até 118

Marco Rosa

Objetivos: definir as linhas-guia e as indicações da expansão transversal precoce, e propor um método de tratamento original e com suporte científico preliminar. Métodos: utilização de um expansor rápido tipo Haas, nas primeiras fases da dentição mista, ancorado nos segundos molares decíduos e caninos decíduos, sem incluir os dentes permanentes. Indicações: (a) correção espontânea da mordida cruzada posterior dos primeiros molares permanentes; (b) correção do apinhamento dos incisivos permanentes superiores (antes da erupção dos incisivos laterais); (c) melhora espontânea do índice de irregularidade dos incisivos permanentes superiores apinhados; (d) correção espontânea da mordida cruzada anterior de um ou mais incisivos permanentes nas más oclusões de Classe I; (e) correção espontânea dos desvios de posição da mandíbula (assimetrias mandibulares e pseudo-Classes III). Resultados: a correção da mordida cruzada posterior e a melhora do índice de irregularidade são previsíveis e estáveis. Conclusão: a expansão rápida maxilar executada nas primeiras fases da dentição mista — com um aparelho tipo Haas ancorado exclusivamente nos segundos molares decíduos e caninos decíduos — representa um procedimento eficaz e eficiente para a expansão precoce da arcada superior. A expansão em dentição exclusivamente decídua representa um tratamento prescindível.