Relação oclusal em crianças com 12 a 36 meses de idade

Por Administrador

Edição V10N04 | Ano 2011 | Editorial Artigo | Páginas 64 até 69

Carla Vecchione Gurgel, Júnia Maria Villefort Silva Chaves, Thaís Marchini Oliveira, Maria Aparecida de Andrade Moreira Machado

Objetivo: avaliar a relação oclusal entre as arcadas decíduas e a prevalência de más oclusões em crianças na primeira infância. Métodos: a amostra consistiu de 105 crianças com 12 a 36 meses de idade aleatoriamente selecionadas em creches municipais da cidade de Sete Lagoas (MG). As crianças foram divididas em 4 grupos, de acordo com o estágio de desenvolvimento da oclusão: G1) incisivos em contato oclusal; G2) incisivos e primeiros molares em contato oclusal; G3) incisivos, caninos e primeiros molares em contato oclusal; e G4) incisivos, caninos, primeiros e segundos molares em contato oclusal. O exame clínico foi realizado por uma única examinadora devidamente calibrada (Kappa = 0,95). Resultados: a maioria das crianças examinadas apresentou relação molar em plano terminal reto (91,3%) e relação de caninos em classe I (87,3%). Os tipos de más oclusões mais prevalentes foram: mordida cruzada posterior (6,7%), sobressaliência (3,8%), mordida aberta anterior (2,9%), mordida cruzada anterior (2,8%) e sobremordida profunda (2,8%). Conclusão: a partir dos resultados encontrados, observou-se uma prevalência de más oclusões em 19% das crianças na primeira infância. Dessa forma, é importante que os profissionais observem atenciosamente as crianças nessa faixa etária para que possam orientar pais e responsáveis e, se necessário, intervir em idade precoce para que na dentição permanente essas más oclusões não se agravem.