Ocorrência de mordida aberta anterior e hábitos bucais deletérios em crianças com 4 a 12 anos de idade

Por Administrador

Edição V10N04 | Ano 2011 | Editorial Artigo | Páginas 58 até 62

André Luiz de Melo Drumond, Cláudio de Góis Nery, Juliana Alves de Oliveira, Leila Daiane Flach, Sabryna Alves Ferrante, Marcos Augusto Lenza

Objetivos: avaliar a ocorrência de hábitos bucais deletérios e da mordida aberta anterior em pacientes atendidos na Faculdade de Odontologia da Universidade Federal de Goiás. Métodos: foram analisados os prontuários de 419 crianças com 4 a 12 anos de idade. Avaliou-se a idade, sexo, presença e tipos de hábitos bucais (sucção labial, sucção digital, sucção de chupeta, respiração bucal, outros hábitos ou hábitos associados) e a situação da oclusão dos pacientes (normal, presença de mordida aberta anterior ou outras más oclusões). Foi realizada uma análise de comparação dentro de cada variável utilizando-se o teste Qui-quadrado. Resultados: a frequência de hábitos na amostra foi de 63,7% e da mordida aberta foi de 16,5%, sendo ambas condições mais presentes no sexo feminino e na idade de 8 anos, mas sem significância estatística. A prevalência da mordida aberta entre os indivíduos com e sem hábitos foi de 21,3% e 7,9%, respectivamente. Entre os indivíduos com mordida aberta, mais de 80% tinha pelo menos um hábito. A sucção digital foi o hábito mais prevalente. Conclusões: a maior parte da amostra apresentou hábitos bucais deletérios, enquanto uma minoria apresentou mordida aberta. A proporção de indivíduos com mordida aberta foi mais que o dobro entre os indivíduos com hábitos, em relação às crianças sem hábitos. Observou-se alta prevalência de hábitos bucais entre os indivíduos com mordida aberta.