Adolescente tratado com aparelho de Herbst e Ortodontia fixa: implicações clínicas e de IRMs das ATMs após 10 anos de acompanhamento

Por Administrador

Edição V10N04 | Ano 2011 | Editorial Artigo | Páginas 44 até 56

Luís Antônio de Arruda Aidar, Gladys Cristina Dominguez, Hélio K, Yamashita, Márcio Abrahão, Emílio Carlos Zanatta

O objetivo da apresentação deste caso clínico foi acompanhar longitudinalmente — por meio de telerradiografias laterais e imagens da ressonância magnética (IRMs) das articulações temporomandibulares (ATMs) — um adolescente portador de má oclusão de Classe II divisão 1ª associada a retrognatismo mandibular, tratado em duas fases: Fase Ortopédica, com aparelho de Herbst; e Fase Ortodôntica, com aparelho fixo. A cefalometria mostrou que, na correção da má oclusão de Classe II após a fase com Herbst, ocorreram efeitos esqueléticos (33,5%) e dentoalveolares (66,5%). As IRMs mostraram o disco bem posicionado ao início do tratamento e no final da fase com Herbst. No término da Fase Ortodôntica, o disco apresentou deslocamento lateral na ATM direita. Nas IRMs intermediárias, os côndilos apresentaram uma área com hipersinal, sugerindo início da remodelação. Pôde-se concluir que o tratamento realizado foi eficiente na correção da má oclusão de Classe II e os resultados encontram-se estáveis em uma avaliação em longo prazo.