Distalização de molares com barra transpalatina ancorada em mini-implantes ortodônticos: caso clínico

Por Administrador

Edição V10N03 | Ano 2011 | Editorial Artigo | Páginas 60 até 65

Adriano Dobranszki

A má oclusão de Classe II dentária é um problema muito comum na clínica ortodôntica diária. Vários autores propuseram métodos de tratamento, mas nenhum é adequado para todos os pacientes. O profissional deve informar o paciente a respeito das vantagens e desvantagens de cada método para, juntos, decidirem qual a melhor forma de tratamento. Os aparelhos extrabucais necessitam da cooperação do paciente e, geralmente, têm pouca aceitação, por serem pouco estéticos. Já os intrabucais produzem muitos efeitos colaterais, protruindo a unidade de ancoragem, o que quase sempre resulta em aumento do tempo de tratamento. Os microparafusos ortodônticos (MPOs) são intrabucais e não produzem efeitos colaterais, em compensação, geralmente têm amplitude de movimentação limitada, por interferirem no caminho a ser percorrido pelas raízes dos dentes, ou necessitam de procedimento laboratorial, com várias etapas de tratamento e aparelhos volumosos. Este estudo se propôs a apresentar uma sugestão mecânica para distalização molar superior com MPOs associados à barra transpalatina, e a avaliar o comportamento biomecânico dos primeiros molares, segundos pré-molares e incisivos na arcada superior, comparando os resultados com os de outros métodos tradicionais já demonstrados na literatura. A técnica apresentada é efetiva na distalização dos molares superiores, sem efeitos indesejados em outros dentes e tem como maiores vantagens a simplicidade do método, a possibilidade de efetuar a distalização simultaneamente com o alinhamento e nivelamento, ser razoavelmente rápida, com um aparelho relativamente pequeno, discreto, fácil de higienizar e que não precisa de cooperação do paciente.