Estudo cefalométrico computadorizado da projeção maxilar e seus efeitos sobre os tecidos moles sobrejacentes após a cirurgia ortognática

Por Administrador

Edição V10N03 | Ano 2011 | Editorial Artigo | Páginas 100 até 105

Julierme Ferreira Rocha, Eduardo Dias Ribeiro, Renato Yassutaka Faria Yaedú, Eduardo Sant’Ana, Eduardo Sanches Gonçales

O objetivo do presente estudo consistiu em realizar a análise cefalométrica computadorizada retrospectiva da projeção maxilar e de seus efeitos sobre os tecidos moles da região anterior da maxila de 15 pacientes portadores de deformidade dentofacial esquelética caracterizada por prognatismo mandibular (Padrão III). Seis indivíduos eram do gênero masculino e 9 do gênero feminino, com idade média de 26,06 anos (desvio-padrão de 7,34). Esses pacientes foram submetidos à cirurgia ortognática para avanço de maxila, por meio da osteotomia Le Fort I, e recuo de mandíbula, por meio da osteotomia sagital bilateral da mandíbula. As radiografias cefalométricas pré e pós-operatórias, com intervalo médio de 30,13 meses (desvio-padrão de 15,76), foram analisadas com base na comparação de medidas lineares e angulares por meio da utilização do programa Dolphin Imaging® 10.0 (Dolphin/3M – EUA) e os dados obtidos foram submetidos à análise estatística pelo teste não paramétrico de Wilcoxon. Ocorreu redução significativa da projeção nasal e aumento não significativo da base nasal e do ângulo nasolabial. Os valores do SNA confirmam o avanço da maxila e os valores do SNB o recuo de mandíbula, enquanto que o ANB e o trespasse horizontal tornaram-se positivos. Pode-se concluir que o avanço maxilar produz efeitos na projeção maxilar e nos tecidos moles sobrejacentes. Tais efeitos, na maioria dos casos, mostram uma tendência ao aumento das medidas lineares e angulares envolvidas, porém essa tendência pode variar de acordo com o montante e direção do movimento, além de características relacionadas aos indivíduos e aos procedimentos.