Intrusão traumática: como o ortodontista deve proceder?

Por Administrador

Edição V10N02 | Ano 2011 | Editorial Artigo | Páginas 46 até 50

Adriano Dobranszki, Sérgio Luis Rodrigues Gianvechio, Nara Pereira D´Abreu Cordeiro Dobranszki, Soraya Coelho Leal

Entre os eventos traumáticos que acometem a dentição permanente, a intrusão (luxação intrusiva) é particularmente complexa, por requerer cuidados multidisciplinares e por colocar o ortodontista diante de sequelas que complicam o prognóstico dos dentes afetados. O diagnóstico é peça fundamental no tratamento, pois após a identificação do problema é que será escolhida a abordagem terapêutica. O tratamento vai depender da quantidade de intrusão, do desenvolvimento radicular, da presença de fratura coronária ou de mobilidade, da condição periodontal, do tempo decorrido desde o trauma, e da motivação e cooperação do paciente e de seus pais. As possíveis terapias variam entre a espera pela reerupção passiva, o tracionamento ortodôntico e o tracionamento cirúrgico do dente em questão. Por ser relativamente raro em dentes permanentes, poucos dados sobre esse assunto estão disponíveis na literatura odontológica. O objetivo deste trabalho foi realizar um levantamento bibliográfico, complementado por exemplos clínicos, para ajudar o ortodontista a entender a dinâmica desse evento e fornecer subsídios para o tratamento clínico.