Nova proposta de expansor maxilar com ancoragem óssea: relato de caso clínico

Por Administrador

Edição V10N01 | Ano 2011 | Editorial Domínio Conexo | Páginas 28 até 34

Guilherme Degani Battistetti, Aline Cristine Sinegalia, Claudio do Nascimento Fleig, Roberto Bombonatti

Entre as discrepâncias ósseas do esqueleto facial, as displasias ósseas maxilares são as mais comuns. Na Ortopedia Dentofacial, a largura maxilar apresenta-se como um fator de grande importância, uma vez que, no crescimento facial, a dimensão transversal finaliza seu crescimento mais cedo. A constrição maxilar absoluta refere-se ao estreitamento da maxila, sendo a mordida cruzada posterior o seu sinal clínico mais evidente. Tentar corrigir uma deficiência óssea na dimensão transversal simplesmente movimentando dentes, invariavelmente incorrerá em recidivas. Os aparelhos usados para expandir a arcada dentária são divididos em duas principais categorias relacionadas ao tipo de apoio: apoio dentário e apoio basal. No apoio basal encontramos disjuntores dentomucossuportados ou diretamente suportados na estrutura óssea maxilar, com a vantagem de se obterem alterações morfológicas após a expansão maxilar, sem alterações dentárias desfavoráveis, apesar desses aparelhos costumeiramente serem onerosos. Este trabalho tem como objetivo discorrer sobre as vantagens do uso de aparelhos de expansão maxilar com apoio basal, e apresentar uma sugestão de aparelho com custos reduzidos, relatado através da apresentação do caso clínico de uma paciente com mordida cruzada e parcialmente desdentada, o que impossibilitava o uso de expansores dentossuportados.