Avaliação longitudinal das ATMs, com ressonância magnética, em adolescente tratado com aparelho de Herbst e Ortodontia fixa

Por Administrador

Edição V08N05 | Ano 2009 | Editorial Artigo | Páginas 33 até 46

Luís Antônio de Arruda Aidar, Gladys Cristina Dominguez, Hélio K, Yamashita, Emílio Carlos Zanatta, Márcio Abrahão

O objetivo do presente artigo clínico foi avaliar, por meio de imagens de ressonância magnética (IRMs), os efeitos nas articulações temporomandibulares (ATMs) provocados pelo tratamento, com aparelho de Herbst e aparelho fixo total, de uma má oclusão Classe II, divisão 1, associada ao retrognatismo mandibular. As IRMs foram realizadas em cinco tempos: imediatamente antes da colocação do aparelho de Herbst (T1), dez semanas após a colocação do aparelho de Herbst (T2), após seis meses de tratamento com o aparelho de Herbst (T3), no final de 12 meses da terapia com Herbst (T4) e imediatamente após a remoção do aparelho ortodôntico fixo (T5). A avaliação qualitativa das IRMs mostrou, em T1, os côndilos e discos dentro dos padrões de normalidade. Em T2, devido ao avanço mandibular assimétrico ocasionado pelo aparelho de Herbst, os côndilos estavam fora da fossa mandibular, com maior evidência na ATM direita, e os discos articulares assumiram posição retrusiva. Em T3, os côndilos retornaram parcialmente para o interior da fossa mandibular, porém, ainda mantendo uma ligeira assimetria entre as ATMs direita e esquerda. Em T4 e T5, os côndilos e discos articulares ficaram dentro dos padrões fisiológicos. Em T2, as IRMs apresentaram, nas regiões posterossuperior dos côndilos e supradiscal, uma área com hipersinal, sugerindo acúmulo de líquido na região supradiscal e início de remodelação nos côndilos. Com base nos resultados obtidos, pôde-se concluir que, em uma avaliação a curto prazo, não ocorreram efeitos adversos nas ATMs após o tratamento com Herbst e aparelho ortodôntico fixo.