Ganho transversal com a disjunção da maxila em adolescentes

Por Administrador

Edição V07N06 | Ano 2008 | Editorial Artigo de Divulgação | Páginas 82 até 89

Tereza Cristina Rodrigues da Cunha, Charles Ritter, Eduardo Carpinski Corrêa

A disjunção da maxila representa um procedimento rotineiro na prática ortodôntica, com objetivo de recuperar as dimensões transversais do arco dentário superior. O presente estudo foi realizado para investigar o ganho real nas distâncias transversais do arco dentário superior e a magnitude de recidiva após a disjunção. Vinte pacientes (8 do gênero feminino e 12 do gênero masculino), com média de idade de 13 anos, portadores de má oclusão com deficiência maxilar, foram submetidos à disjunção da maxila com o aparelho expansor preconizado por Haas. Foram avaliadas medidas feitas em modelos de gesso em três fases distintas: pré-disjunção, 6 meses pós-disjunção e ao término do tratamento ortodôntico. Os resultados mostraram 14,42% de aumento médio das distâncias entre as cúspides do canino (da fase inicial até a fase de contenção), com recidiva de 53,32% nessa distância. O aumento médio das distâncias entre as cúspides palatinas dos primeiros pré-molares foi de 22,24%, com recidiva de 33,48%. Para as distâncias entre as cúspides palatinas dos primeiros molares houve um aumento médio de 17,07%, com recidiva de 46,69%. Considerando-se a fase pós-tratamento ortodôntico, houve uma recidiva média de 44,49% nas distâncias entre as cúspides.