Avaliação cromática do esmalte submetido à clareação dentária com peróxido de hidrogênio a 35% após tratamento ortodôntico

Por Administrador

Edição V07N05 | Ano 2008 | Editorial Artigo de Divulgação | Páginas 71 até 76

Paula Martins Castro, Antonio de Moraes Izquierdo, Andréa Fonseca Jardim da Motta, Antônio Carlos de Oliveira Ruellas, Eduardo Franzotti Sant’Anna

Objetivo: avaliar as possíveis alterações cromáticas ocorridas na superfície dos dentes (pré-tratamento ortodôntico; pós-descolagem e acabamento; e pós-clareação com peróxido de hidrogênio a 35%), bem como verificar o grau de diferença de cor entre a área que sofreu intervenção ortodôntica e a que não sofreu. Metodologia: trinta peças confeccionadas com dentes bovinos foram divididas em grupo controle (I) e experimental (II), sendo igualmente preparadas e armazenadas em saliva artificial, em estufa (37oC), durante todo o experimento. No grupo II, os acessórios ortodônticos foram colados com resina fotopolimerizável, seguido da descolagem e remoção da resina remanescente. Em seguida, nos dois grupos, foi realizada a clareação com peróxido de hidrogênio a 35%, seguindo as especificações do fabricante. Um espectrofotômetro computadorizado foi utilizado para os testes colorimétricos nos grupos I (T1 – início; T3 – pós-clareação) e II (T1 – início; T2 – pós-descolagem; T3 – pós-clareação) e os valores avaliados pelo sistema CIELab, sendo usados apenas os valores de L* (escurecimento ou clareação do dente, numa escala de 0-100) e grau de amarelo. Resultados: houve um aumento nos valores de L* (luminosidade) entre T1/T3 para ambos os grupos e entre T2/T3 para o grupo II, e uma diminuição nos valores de grau de amarelo entre T1/T3 em ambos os grupos e entre T2/T3 para o grupo II. Conclusão: não houve diferença de resposta à clareação dentária, imediatamente após a remoção do aparelho, entre dentes submetidos à colagem ortodôntica e dentes não colados, não sugerindo haver influência do provável remanescente resinoso na coloração dentária imediata.