Movimentação ortodôntica em corticais e osso denso: aumento do risco de reabsorções radiculares, deiscências e recessões gengivais

Por Administrador

Edição V07N04 | Ano 2008 | Editorial Controvérsias na Ortodontia | Páginas 105 até 109

Alberto Consolaro, Maria Fernanda M-O Consolaro e Gastão Moura Neto

Ao aplicar forças em um dente para movimentá-lo devemos contar com a deformação ou deflexão óssea. Apesar de mineralizado, o osso possui certo grau de elasticidade. Os minerais estão depositados e, intimamente, relacionados com a matriz orgânica protéica, especialmente o colágeno. Isto propicia uma elasticidade e capacidade de deformação às estruturas ósseas. Quanto mais delicada e fina a estrutura óssea, maior será a sua capacidade de deformação, mais ela sofrerá deflexão, quando pressionada. Como exemplo, a cortical óssea alveolar externa e o septo interdentário. Toda força aplicada, originalmente sobre o dente, tende a ser menor na superfície radicular, pois a deflexão óssea “rouba” parte desta força aplicada.