Carta ao leitor

Por Administrador

Edição V07N03 | Ano 2008 | Editorial Editorial | Páginas 3 até 3

Rosely Suguino

Há algum tempo, escrever uma carta a um amigo, ou alguém por quem tínhamos grande estima, era um hábito corriqueiro, cuja elaboração poderia levar breves minutos, algumas horas ou mesmo dias para ser finalizada. Porém, escrevê-la também era, sem dúvida, gratificante, pois em cada linha escrita contávamos em detalhes os fatos ocorridos, as novidades e podíamos solicitar uma opinião, um conselho; ou simplesmente escrevíamos para dizer “Olá, tudo bem com você?”. Enfim, expúnhamos tudo o que nos vinha na alma. Ela podia ser extensa, consumindo folhas e mais folhas. Em outras ocasiões, apenas um pequeno pedaço de papel escrito com poucas linhas, que enviava uma mera saudação, porém, assim mesmo nos deixava feliz. Não podemos negar que receber uma carta nos trazia um sentimento de felicidade, de curiosidade e expectativa, pois recebê-la significava, principalmente, que alguém havia se lembrado de nós! Uma carta escrita de próprio punho nos transmite, muitas vezes, o estado de espírito da pessoa que nos escreve – apressado ou tranqüilo, estressado ou feliz, mas nos faz perceber que um tempo precioso foi dedicado a nós.