Tratamento da má oclusão de Classe II, 1ª divisão, com 3 tipos de AEB (Splint maxilar modificado, IHG e KHG) – revisão sobre efeitos e modo de ação

Por Administrador

Edição V06N05 | Ano 2007 | Editorial Artigo | Páginas 92 até 101

José Fernando Castanha Henriques, Rafael Pinelli Henriques, Lucelma Vilela Pieri, Marcos Roberto de Freitas, Guilherme Janson, Renato Rodrigues de Almeida e Arnaldo Pinza

Segundo essa revisão de literatura sobre os efeitos de três tipos de ancoragens extrabucais, o AEB conjugado, o IHG e o cervical restringem o deslocamento anterior da maxila e promovem a distalização dos molares superiores. Os maiores efeitos ortopédicos ocorrem no AEB conjugado, indicado para todos os tipos faciais com AFAI normal ou aumentada, inserindo o arco facial na distal dos primeiros molares decíduos ou entre pré-molares no padrão normal; entre incisivos e caninos no padrão horizontal e nos molares permanentes no padrão vertical. Os maiores efeitos de inclinação distal de coroa do molar ocorrem no AEB conjugado e cervical. No AEB cervical, esse efeito é evitado elevando os braços externos 15° acima do plano oclusal, indicado no padrão horizontal em que se deseja a abertura da mordida e aumento da AFAI. No AEB IHG, a força passa pelo centro de resistência dos molares (área de trifurcação), promovendo um movimento de corpo dos molares superiores para distal, mas com a angulação dos braços externos, por meio dos elásticos, maior que 20° acima do plano oclusal, há maior distalização das raízes do que das coroas dos mesmos. O AEB IHG é mais indicado no padrão vertical, AFAI aumentada por restringir a extrusão dos molares superiores. Os AEB IHG e AEB cervical apenas deverão ser utilizados em pacientes com as raízes dos primeiros molares superiores completas. Aplicação de forças ideais individuais (350g-600g) e uso diário de 14 a 16 horas para maiores efeitos ortopédicos e mais de 20 horas para efeitos ortodônticos.