Ortodontia: a arquitetura da forma, função e estética

Por Administrador

Edição V06N05 | Ano 2007 | Editorial Editorial | Páginas 3 até 3

Rosely Suguino

A maioria dos editoriais expõe os principais tópicos contidos na revista, comenta sobre eventos científicos, aborda uma idéia ou simplesmente se baseia em uma reflexão. A inspiração, às vezes, surge ao lembrarmos-nos de pessoas que marcaram sua época ou mesmo que, ainda em plena atividade profissional, nos inspiram na criação de um texto, de uma coluna ou de uma seção. O arquiteto Oscar Niemeyer é uma dessas pessoas! Ao completar 100 anos, neste ano, este gênio da arquitetura mundial comprova que o tempo não é capaz de nos tirar a motivação, o desejo de continuar criando, inovando e, principalmente, servindo de exemplo para as velhas e novas gerações. Em um dos textos sobre a sua vida, Niemeyer relata: “Eu me lembro que na Europa, às vezes, diziam: O passado arquitetônico de vocês é pobre, é mais português que brasileiro. E eu dizia: Isso é muito bom para nós, porque vocês vivem circulando entre monumentos e nós estamos livres para fazer hoje o passado de amanhã”. Com esta frase ele demonstrou que o poder de criação da arquitetura brasileira – com sua imaginação e inspiração – definiria, por meio de linhas e formas, um estilo próprio e marcante. De maneira análoga, podemos comparar a nossa Ortodontia: é incontestável que a Ortodontia americana, européia e/ou asiática sempre se mostraram à frente na evolução das técnicas, dos materiais, dos experimentos para a implantação de novos recursos de tratamento ortodôntico, do aprimoramento tecnológico com novos softwares que auxiliam na elaboração do planejamento orto-cirúrgico, entre outros.