Dentes decíduos remanescentes em adultos e sua rizólise: implicações e aplicações clínicas

Por Administrador

Edição V06N02 | Ano 2007 | Editorial Controvérsias na Ortodontia | Páginas 108 até 111

Alberto Consolaro

Quando um dente decíduo completa sua formação e erupção o mesmo apresentará os tecidos duros mineralizados – como o esmalte, dentina, cemento e osso fasciculado – e os tecidos moles – como a polpa, ligamento periodontal e gengiva. Os tecidos duros como o cemento e a dentina serão reabsorvidos pelas células clásticas e desaparecerão, enquanto o esmalte da coroa será esfoliado no meio bucal, tal como uma folha ou flor seca que cai no chão no outono. Daí o uso do termo decíduo para os dentes das crianças, pois significa aquele que cai. Mas o que ocorre com os tecidos moles dos dentes decíduos, suas células, fibras, vasos e nervos? A esfoliação dos dentes decíduos faz parte da espécie humana. Na programação de nosso desenvolvimento e crescimento este processo foi idealizado para acontecer sem sintomas, como um processo natural, ou seja, fisiológico. Com o timo e o ducto tireoglosso acontece o mesmo processo de desaparecimento.