A protração maxilar nos tratamentos precoces da Classe III esquelética

Por Administrador

Edição V04N06 | Ano 2005 | Editorial Artigo | Páginas 72 até 82

Marcos Salomão Moscardini

Muitos estudos vem sendo desenvolvidos sobre a ação da disjunção palatina associada à tração maxilar em pacientes jovens com má oclusão esquelética de Classe III. Os estudos convergem para uma maior efetividade da terapêutica em pacientes mais jovens, no início da dentição mista do que em pacientes mais velhos, onde também se observam efeitos, no entanto, de menor magnitude. Os padrões de desenvolvimento facial dos portadores desta “síndrome” são imprevisíveis em idades muito precoces, tendo em vista que se perpetuam com a maturação do organismo, impedindo assim um diagnóstico preciso por parte do ortodontista. Entretanto, como se sabe que mais da metade das Classes III esqueléticas tem envolvimento de retrusão maxilar, essa terapia se mostra respeitável, pois caso não fosse suficiente para corrigir de forma completa a má oclusão, além de melhorar o posicionamento do complexo maxilar, poderia diminuir o impacto estético negativo do paciente perante a sociedade.