Estudo comparativo dos efeitos biológicos utilizando-se os aparelhos ortodônticos Jones Jig e Pêndulo

Por Administrador

Edição V04N06 | Ano 2005 | Editorial Artigo | Páginas 63 até 71

Mêrian Lucena M, Leiros, Leão Pereira Pinto

A idealização dos aparelhos distalizadores objetivando a correção da má oclusão de Classe II dentária, com deficiência de espaço no arco superior, foi de grande importância na Ortodontia, visto que a má oclusão de Classe II é uma das mais freqüentes atingindo até 60% da população ortodôntica. A proposta deste estudo foi comparar o grau das reabsorções radiculares nos primeiros molares e segundos pré-molares superiores, antes, após a distalização dos molares e após o fechamento do espaço obtido através dos aparelhos Jones Jig e Pêndulo, como também identificar as alterações ocorridas na morfologia das cristas ósseas e comparar os dois aparelhos no que diz respeito à significância das reabsorções radiculares ocasionadas pelos mesmos. A amostra constou de 31 pacientes para o aparelho Jones Jig e 30 para o pêndulo. As análises foram feitas através de radiografias periapicais. Os resultados mostraram que: 1) para o grupo de pacientes tratados com o aparelho Jones Jig, uma porcentagem de 61,3% já apresentava reabsorção radicular para o grau 1, enquanto nos pacientes tratados com o aparelho pêndulo, 50% apresentavam do mesmo modo, reabsorção do grau 1; 2) as reabsorções observadas após a distalização dos molares e após o fechamento do espaço obtido foram predominantes nos graus 1 e 2; 3) na comparação entre os grupos tratados com os aparelhos Jones Jig e Pêndulo, não houve significância com relação às reabsorções radiculares.