Intervenção não-cirúrgica da má oclusão de Classe III: quando e como tratá-la?

Por Administrador

Edição V04N06 | Ano 2005 | Editorial Artigo | Páginas 46 até 55

José Fernando Castanha Henriques, Cíntia Maria de Souza e Silva, Leniana Santos Neves, Rafael Pinelli Henriques, Rodrigo Hermont Cançado, Guilherme Janson

A intervenção não cirúrgica da má oclusão de Classe III esquelética representa um dos maiores desafios na Ortodontia. Por algum tempo os ortodontistas evitaram o tratamento precoce desta má oclusão, por acreditarem que o fator etiológico mais prevalente constituía o crescimento mandibular excessivo e que este não poderia ser interceptado, tornando a cirurgia ortognática inevitável. Após o reconhecimento do freqüente envolvimento maxilar nesta má oclusão, destacaram-se novas abordagens terapêuticas, sendo indispensável um diagnóstico precoce da Classe lll. O tratamento ortopédico e/ou ortodôntico precoce tem como objetivo melhorar as relações oclusais, o equilíbrio facial e o aspecto psico-social em jovens e modificar a direção de crescimento, aumentando a possibilidade de uma correção não cirúrgica da má oclusão de Classe III.