Ortodontia e Dentística na recuperação da estética do sorriso: relato de um caso clínico

Por Administrador

Edição V04N05 | Ano 2005 | Editorial Artigo | Páginas 64 até 71

Telma Martins de Araújo, André Wilson Machado, Mauro Henrique de A, Nascimento, José Wilson Machado

Este trabalho traz o relato de um paciente que apresentava má oclusão de Classe I com relação anterior de topo-a-topo e o aspecto do sorriso bastante desfavorável, o que foi razão da procura por tratamento. A conduta proposta foi uma abordagem interdisciplinar, envolvendo a Ortodontia e a Dentística Restauradora. Inicialmente, a abordagem ortodôntica proporcionou o alinhamento e nivelamento dos arcos e em seguida corrigiu a mordida de topo anterior, criando, assim, trespasse horizontal suficiente para posterior realização das restaurações estéticas. Posteriormente, o papel da Dentística Restauradora foi otimizar a estética por meio da clareação dentária seguida da restauração cosmética dos incisivos superiores. Desta forma, restabeleceu-se a estética do sorriso e a função satisfatória, manteve-se a saúde periodontal, além de contribuir no aspecto psicológico. O resultado obtido demonstra a importância da abordagem interdisciplinar para a otimização estética dos casos tratados ortodonticamente. O presente artigo foi realizado com o propósito de divulgar a prevalência de mordida cruzada anterior na dentadura decídua. A amostra foi composta por 2016 crianças de 8 pré-escolas particulares e 12 pré-escolas públicas do município de Bauru-SP, sendo 1032 do gênero masculino e 984 do gênero feminino, no estágio de dentadura decídua completa, na faixa etária compreendida entre 3 e 6 anos. A mordida cruzada anterior esteve presente em 4,55% da amostra e manifestou-se de forma isolada (3,57%), associada à mordida cruzada posterior unilateral (0,79%) ou associada à mordida cruzada posterior bilateral (0,19%). Não houve diferença estatisticamente significante na prevalência em relação ao gênero e nível sócio-econômico. No que se refere à relação sagital entre os arcos dentários, a mordida cruzada anterior foi mais prevalente nos indivíduos Classe I (58,33%), seguido pelos indivíduos Classe III (31,95%) e Classe II (9,72%). Quando considerado o padrão facial, a mordida cruzada anterior apresentou-se mais freqüente nos indivíduos Padrão I (55,56%) e Padrão III (40,28%), do que no Padrão II (4,16%).