Epidemiologia da mordida cruzada anterior na dentadura decídua

Por Administrador

Edição V04N04 | Ano 2005 | Editorial Artigo | Páginas 47 até 59

Omar Gabriel da Silva Filho, Marcus Vinicius Neiva Nunes do Rego, Arlete de Oliveira Cavassan

O presente artigo foi realizado com o propósito de divulgar a prevalência de mordida cruzada anterior na dentadura decídua. A amostra foi composta por 2016 crianças de 8 pré-escolas particulares e 12 pré-escolas públicas do município de Bauru-SP, sendo 1032 do gênero masculino e 984 do gênero feminino, no estágio de dentadura decídua completa, na faixa etária compreendida entre 3 e 6 anos. A mordida cruzada anterior esteve presente em 4,55% da amostra e manifestou-se de forma isolada (3,57%), associada à mordida cruzada posterior unilateral (0,79%) ou associada à mordida cruzada posterior bilateral (0,19%). Não houve diferença estatisticamente significante na prevalência em relação ao gênero e nível sócio-econômico. No que se refere à relação sagital entre os arcos dentários, a mordida cruzada anterior foi mais prevalente nos indivíduos Classe I (58,33%), seguido pelos indivíduos Classe III (31,95%) e Classe II (9,72%). Quando considerado o padrão facial, a mordida cruzada anterior apresentou-se mais freqüente nos indivíduos Padrão I (55,56%) e Padrão III (40,28%), do que no Padrão II (4,16%).