Plano de Camper

Por Administrador

Edição V03N05 | Ano 2004 | Editorial Dica Clínica | Páginas 20 até 28

Cristina Feijó Ortolani, Simone Gallão

A Ortodontia e a Ortopedia facial, desde tempos mais antigos, estudam o correto crescimento e desenvolvimento do crânio e da face, buscando, desta forma, o estabelecimento da estética e da estabilidade morfo-funcional em suas terapias, apoiando-se em referências crânio-faciais, como o plano de Camper, para referenciar o posicionamento dentário. Cada vez mais, as estruturas, demarcadas através de pontos, linhas e planos, são pesquisadas para a descoberta de proporcionalidades e inter-relacionamentos, contribuindo com mais um dado importante no estabelecimento do diagnóstico individual. O perfil humano possui fatores individuais que caracterizam a pessoa, frente a isto, existe a necessidade de posicionarmos os dentes dentro deste perfil, respeitando estas características. Em situações harmônicas, o plano de Camper, correspondente, em tecido mole, ao plano que vai do trágus à asa do nariz, de acordo com a maioria dos autores, posiciona-se paralelamente à referência dentária denominada plano oclusal. Utilizou-se, clinicamente, o dispositivo transferidor do plano oclusal de Calteux e Bakker com enfoque paralelo à linha ouvido-nariz, observando-se minuciosamente os lados direito e esquerdo, para transferir o plano de Camper para a superfície oclusal superior e, em seguida, incorporou-se estas características para os modelos ortodônticos através da confecção de um rolete de cera, guiando seus recortes e auxiliando, desta forma, no diagnóstico, no plano de tratamento, no acompanhamento das terapias aplicadas e possibilitando a padronização da confecção dos modelos ortodônticos, sejam eles de estudo ou de trabalho, objetivando a normalidade morfofuncional e estética dentro de um contexto oclusal dinâmico.