Tratamento da mordida aberta anterior com extrações de primeiros molares superiores

Por Administrador

Edição V03N04 | Ano 2004 | Editorial Artigo | Páginas 68 até 75

José Eduardo Prado de Souza, Karina Santana Cruz, Guilherme Janson, José Fernando Castanha Henriques, Marcos Roberto de Freitas, Pedro Andrade Júnior

Uma mordida aberta consiste numa das más oclusões mais difíceis de serem tratadas devido aos diversos fatores etiológicos envolvidos. As más oclusões verticais podem ser classificadas de acordo com sua etiologia em dentoalveolares ou predominantemente esqueléticas a depender do padrão de crescimento maxilomandibular. Quando presentes na fase adulta, sua correção torna-se mais complexa, uma vez que nesta fase, não há possibilidade de se alterar o crescimento como nos pacientes jovens. Uma mordida aberta também pode estar associada às discrepâncias nos sentidos ântero-posterior e/ou transversal, podendo ser mais dificilmente controlada no pós-tratamento quando a relação vertical dos arcos é aumentada pela extrusão dos molares. A falta de estabilidade dos dentes anteriores extruídos consiste numa das causas mais conhecidas de recidiva, acontecendo freqüentemente em adultos, devendo a fase de contenção ser mais prolongada. Desta forma, este trabalho visa apresentar um caso de uma paciente adulta com má oclusão de Classe I e mordida aberta anterior esquelética tratada ortodonticamente por meio da extração dos primeiros molares superiores.