Hábitos de sucção e má oclusão: epidemiologia na dentadura decídua

Por Administrador

Edição V02N05 | Ano 2003 | Editorial Artigo | Páginas 57 até 74

Omar Gabriel da Silva Filho, Arlete de Oliveira Cavassan, Marcus Vinicius Neiva Nunes do Rego, Paulo Ricardo Baleirine e Silva

Este estudo epidemiológico teve o propósito de verificar a prevalência dos hábitos bucais de sucção na dentadura decídua e dos diferentes tipos de más oclusões deles decorrentes. A amostra foi composta por 2016 crianças de 8 pré-escolas particulares e 12 pré-escolas públicas do município de Bauru-SP, sendo 1032 do gênero masculino e 984 do gênero feminino, estágio de dentadura decídua completa, faixa etária compreendida entre 3 e 6 anos de idade. Os hábitos bucais de sucção estiveram presentes em 48,86% das crianças, sendo mais prevalentes no gênero feminino (54,37%) e nas pré-escolas públicas (54%). As crianças demonstraram menor dependência dos hábitos bucais de sucção com o aumento da idade. Com relação às formas em que os hábitos se exprimem, as mais freqüentes foram mamadeira (29,96%) e chupeta (28,95%), seguidas pela associação de hábitos (20,68%), dedo (9,72%) e lábio (0,89%). Dentre as más oclusões associadas aos hábitos, a mais prevalente foi a mordida aberta anterior (50,76%), seguida pela mordida cruzada posterior (18,88%) e pela associação entre mordida aberta anterior e mordida cruzada posterior (10,35%). Cerca de 20% das crianças com hábitos bucais de sucção não exibiram más oclusões com etiologia vinculada à presença deles. Não foi constatado vínculo etiológico entre hábitos bucais de sucção e relação dentária de Classe II.