Mordida Cruzada Anterior na Dentição Decídua

Por Administrador

Edição V01N04 | Ano 2002 | Editorial Artigo | Páginas 61 até 73

Francisco Ajalmar Maia, Nair Galvão Maia

Este trabalho faz uma revisão de literatura sobre a mordida cruzada anterior na dentição decídua envolvendo a epidemiologia, a etiologia, o diagnóstico, a época e razões para o tratamento, o tratamento e a apresentação de um caso clínico tratado. Também pesquisou uma amostra de 351 crianças de 3 a 6 anos de idade, em dentição decídua, apresentando a prevalência dessa desarmonia e concluiu que 11,6% da população pré-escolar é portadora da anomalia que constitui 20,4% das desarmonias que afetam a criança nesse período. Se distribui nas oclusões em 63,4% na Classe I; 29,2% na Classe III e 7,4% na Classe II. Na grande maioria dos indivíduos com a anomalia, 85,4%, não são portadoras de hábitos bucais. O tratamento precoce evita futuras compensações dento-alveolares e diminui a potencialidade de evoluir para uma Classe III esquelética. Os aparelhos fixos são preferidos e dentre eles o plano inclinado tem se mostrado clinicamente eficiente.